segunda-feira, 16 de março de 2009

ÊXODO

O Êxodo é um processo de libertação de um povo, de uma cultura, através de um amadurecimento decorrente de uma mudança lenta e que se traduz nas várias tentativas de aceitar a voltar atrás, impulsionado pela mística de uma Aliança, de um pacto realizado com Deus – Único e Verdadeiro e o seu povo tornando também, neste processo de libertação é indiscutível que este povo Hebreu é o povo escolhido por Ele Deus.
Da mística da Aliança nasce um povo escolhido e conhece-se um Deus fiel, libertador , misericordioso que não se cansa de perdoar e incute na mente de seu povo uma política diferenciada daquela existente nos outros povos “ Faraós”, onde prevalece a justiça, sentido de comunidade e partilha democrática.
O grupo guiado inicialmente por Moisés vai aos trancos e barrancos superando conflitos, crises, desânimos ao longo do caminho e deixa claro que esta mudança espiritual só pode ocorrer ao longo dos anos e não de uma noite para o dia, e os 40 anos significa a ocorrência de uma vida inteira. Mas, o importante sobre o modo é a paciência de Deus, de sua misericórdia e fidelidade. Houve o clamor de seu povo. Ao longo do caminho vão se juntando outros grupos que aderem a esta proposta nova, de ideal e justiça, direito, partilha e igualdade.
A mística e a política seguem juntas precedidas pela mística que estimula um processo de crescimento e amadurecimento.

Deus no Êxodo se mostra como pai, Senhor da vida e da morte, solidário de justiça, verdade de amor, misericórdia e fiel.
Aliança-Pacto, realizada entre Deus e o povo escolhido, várias e diversas vezes é quebrada pelo povo: fraco, ingrato, egoísta, inseguro – Só Deus é fiel, ouve o clamor de seu povo, usa de misericórdia e sempre perdoa e empurra para frente dando esperança e mostra sempre o caminho, a saída.
(Prova sobre AT Marcia Calmon)

TEOLOGIA E COSMOLOGIA

Se o universo estava todo inserido em uma singularidade que deu origem ao Big- Bang, e se, no universo criado, existe ordem, lei e vida inteligente é porque necessariamente ordem , complexidade e inteligência estavam inscritas nas possibilidades do nosso universo antes do tempo e do espaço. Ou seja, na eternidade . Como lembra William Craig, a existência de um universo pulsante perdeu força com as equações de S. Hawking e Penrose e, além disso, o fato de existir um universo pulsante não implica na não existência de Deus. O universo deveria se originar de uma densidade muito maior do que a até então considerada para relançar um ciclo nos termos do universo pulsante. Penrose e Stephen Hawking provaram que não existia nenhum mecanismo que pudesse produzir ciclos. Eles anularam todos os modelos existentes que justificassem o universo pulsanteNa tese de Hawking, se o universo não veio de um ciclo anterior, mas auto-criou-se, submetido às leis que existem nele, como poderia ter "se aplicado" essas leis que fez surgir após o Big-Bang ??Qual a lógica que pode haver nessa formulação, pergunta Wiliiam Craig ? O nosso universo, segundo as informações sobre a quantidade de matéria nele existente, não irá parar de se expandir e começar a se contrair até um ponto crítico em que tornará a se expandir novamente. A série de fatos raros para o surgimento da vida e da vida inteligente, o famoso principio antrópico, também tornam quase nulas as possibilidades de acaso para o surgimento de um universo como o nosso. Se o Big-Bang pode se realizar mesmo contrariando a segunda lei da termodinâmica com recurso ao conceito de flutuação quântica no vácuo, podemos lembrar que nos termos do falsificacionismo popperaino quando uma teoria científica diz coisas contraditórias, ela não é mais científica, ou seja, ela não é falsificável, é pura metafísica. E assim, ela está no mesmo status da explicação teológica para a origem do cosmos. Mas como ele se aplicaria uma lei que não existia a ele mesmo para fazer surgir o cosmos ? O texto do físico Goswami é muito interessante porque ele coloca uma consciência transcendental como fator de colapso das possibilidades quânticas e não apenas uma consciência determinada. As condições necessárias para o surgimento de um cosmos ordenado, no qual a vida e a vida inteligente sejam possíveis apontam para uma intencionalidade e não para o mero acaso. Nós também não vemos o átomo, o raio x, o raio laser, o ar, o ultra-som, o raio ultravioleta, mas sinto seus efeitos. Bem, o seu conselho, evidentemente, é do pleno conhecimento de epistemólogos e pesquisadores -- um dever de ofício, por definição -- ocorre que, a despeito de todos os esforços empreendidos por cérebros privilegiados, nos mais renomados centros acadêmicos pelo mundo, ainda não se conseguiu, ao longo de muitas décadas, desde as décadas de 30, 40 e 50, superar essas contradições. As teorias que buscam unificar o conhecimento físico são conhecidas, mas ainda não atingiram seus objetivos. Portanto, ao longo de 70, 60 ou 50 anos, a ciência física convive com proposições que se excluem mutuamente. Por essa razão apresentei a argumentação concernente ao princípio da demarcação entre "boa ciência" e "má ciência", ou entre ciência em termos precisos e programas metafísicos de investigação, nos termos do positivismo lógico em geral, e do falsificacionismo, mais especificamente. Cabendo especular, por outro lado, em termos epistemológicos, se essas contradições não seriam limitações estruturais ao entendimento humano, algo que a metafísica apresenta sob a forma de contradição fundanteBig Bang começo absoluto do universoO modelo do universo cíclico ou pulsante foi severamente prejudicado pelas equações de Penrose e S. Hawking, que mostrarm ser necessária uma densidade crítica muitíssimo maior do que a existente para a origem do nosso universo. Portanto, a tentativa de explicar o Big Bang como um momento visível, que surge após uma etapa anterior de contração não se sustenta. Não há, portanto, como justificar um processo de expansão, após um colapso anterior do universo. E mesmo que houvesse, esses ciclos tenderiam a aumentar continuamente a entropia. Temos, então, a Teoria do Big Bang, como origem absoluta do universo -- do tempo e do espaço, da matéria, energia e das forças de integração da matéria. O desafio, no caso, é explicar porque o universo começou. Havia alguma lei conhecida operando? As leis da física tinham validade, ou não ? Há coerência entre o modelo do Big Bang e as leis da física conhecidas ? Qual lei foi aplicada para ensejar o Big-Bang ? Como foi aplicada? Cabendo também indagar como foram aplicadas as leis posteriores ao universo criado ? Craig, em resposta, afirma que esses modelos (Q. SMITH e S. HAWKING) são pouco prováveis, ou mesmo impossíveis, de terem sido, efetivamente, o modo de desencadeamento da grande explosão que originou o cosmos, porque são inconsistentes em termos lógicos e consequentemente inviáveis em termos físicos. Resposta de William Craig aos que negam a possibilidade de se considerar uma causa metafísica, como origem do universoPrimeira possibilidade :1) Deus pode ser concebido em termos causais, mas não temporalmente. O ato da criação seria, então, simultâneo ao nascimento do cosmos, a partir da singularidade que deu origem ao Big Bang. Podemos observar o efeito, e considerar a causa em termos metafísicos.Segunda possibilidade :2) Deus também pode ser concebido como existindo, em um tempo metafisico, do qual o tempo fisico seria apenas uma medida sensivel, e, então, existindo temporalmente, antes da existência do tempo físico, criou o universo com o Big-Bang. O teorema dos matemáticos Cantor e Godel, sobre o infinito absoluto apresentam a prova lógica da existência de Deus, com base no argumento ontológico. Hawking admite três possibilidades para explicar a existência do universo, um Deus cristão, um Deus ao estilo bramamista e a ausência de um Deus criador na origem do nosso universo. Se existe ordem e inteligência na realidade criada é porque a inteligência é uma possibilidade inscrita na dimensão que antecedeu a origem do cosmos. A inteligência não pode surgir da não-inteligência. Se, no efeito, há vida inteligente, é porque esta é uma possibilidade presente antes do tempo . São Tomás de Aquino com base em Aristóteles utiliza as cinco vias para demonstrar racionalmente a partir da realidade criada, ou do efeito para a causa, a existência de Deus -- como : o primeiro motor imóvel, ser perfeitissimo, causa incausada, inteligência ordenadora. Não há um devir infinitoSanto Anselmo desenvolve o argumento ontológico. Se posso conceber algo absoluto, sem nada superior, esse absoluto não pode sofrer restrição real, se sofre, então não é absoluto. Privar o absoluto da existência é uma restrição. A causa de DeusDeus é um evento, Deus é um "acontecimento", Deus surgiu do nada ?Só se pode, logicamente, procurar a causa de eventos, acontecimentos, coisas que não estão presentes e surgem.O nosso universo possui um limite observacional, há o nada, ou o não conhecido, e, então, surge o cosmos. Deus não é um ser que "aparece de onde antes nada havia", Ele é considerado eterno, como tendo, em si, o poder de ser.
Godel com base no argumento ontológico de S. Anselmo e Leibniz apresentou seu conceito de infinito absoluto, possuidor de todas as propriedades atribuídas a um ente como Deus
Prova do movimentoTudo o que muda é mudado por outro. Pretendem a rejeição desse argumento da teologia racional de São Tomás de Aquino, recorrendo aos fenômenos quânticos.O fato de não se identificar causas nos eventos quânticos, não significa que essas não existam, elas podem existir, e não serem percebidas. Talvez novas teorias expliquem esses fenômenos, em termos causais. E se não existe nexo causal, ao nível micro, como esse nexo pode se verificar no nível macro ? Sem o princípio causal, o nosso mundo seria desprovido de nexo e ordem entre os fenômenos.
PROF.EVERTON JOBIN

LIVRE ARBÍTRIO

Segundo a concepção católica, ao contrário, da concepção calvinista, Deus concede a graça da predestinação a alguns indivíduos, junto com a graça santificante do batismo, sem violar o seu livre-arbítrio. Não existe a condenação definitiva para o inferno, como querem os calvinistas - não há, portanto, a chamada dupla predestinação. Existem duas principais correntes sobre a predestinação para a glória, no catolicismo, o tomismo e o molinismo. Segundo o tomismo, Deus elege alguns indivíduos, e concede-lhes todas as graças para que perseverem, sem usar a antevisão de seus méritos, o que implicaria em perda do caráter unilateral da graça. Para os molinistas, Deus usando a sua visão sobre a perseverança futura dos indivíduos, elege aqueles que serão fiéis até o fim. No calvinismo, o individuo eleito está impossibilitado de perder a graça, porque Deus, por um decreto eterno, impede este mesmo sujeito de pecar ou de pecar gravemente. Os eleitos, para o calvinismo, não perdem a graça jamais. Quem perde não estava verdadeiramente eleito. No catolicismo, Deus revela aos predestinados a sua glória, no calvinismo não há conhecimento da eleição, exceto alguns sinais externos. Nem todas as pessoas são eleitas para a glória, no catolicismo, mas as pessoas não eleitas podem também encontrar a salvação, se perseverarem na graça ou se, uma vez pecadoras, arrependerem-se de suas culpas e confessarem seus pecados, desejando não mais pecar. Deus pode mudar a situação e o destino de qualquer individuo. Basta para tal, a fé na mensagem revelada por Cristo. Ninguém pode considera-se eleito antes do juízo, nem condenado, só Ele tem essa autoridade , devemos ter a certeza moral sobre a justeza dos nossos atos. Para os calvinistas, com o pecado original, o homem perdeu a graça de Deus e a vontade livre e racional, só podendo fazer o bem, pela ação de Deus nele. Segundo o catolicismo , os homens perderam apenas a graça e não a vontade livre e razão; o conhecimento sobrenatural ficou vedado, não o natural
Para os calvinistas, o homem só é capaz de entender e fazer o bem e evitar o mal, antes da graça redentora de Cristo, através da ação de Deus, feita pela chamada "graça comum não-redentora". Os católicos afirmam que o homem pode fazer boas obras, antes da vinda de Cristo, se for obediente à lei moral natural e à lei de Deus, pois ele não perdeu a razão, nem a vontade livre. Apenas não pode agradar plenamente a Deus, pois depende da graça santificante do batismo. Os que morreram antes de Cristo, sem pecados pessoais, ainda com a marca do peacdo original, aguardavam no Limbo dos Patriarcas, a redenção do pecado operada com a morte e ressurreição de Cristo, para alcancarem a glória eterna. Eles não estavam no inferno, mas ainda não podiam ingressar na beatitude celeste
Por que Cristo pediria para os homens "não pecarem mais", se a predestinação já os impediria de pecar ?Por que dizer que a fé cura os nossos pecados e os nossos sofrimentos, se a fé não é necessária para quem já está eleito?Por que celebrar pactos de vontade livre, com Adão, Noé, Abraão se os homens não possuem vontade livre?Por que enviar Jesus e criar o batismo, se os eleitos já foram, desde antes da fundação do mundo, salvos ?
Ninguém será salvo sem a graça, mas a aceitação da graça é livre e não imposta !É preciso crer, ser batizado e não mais pecar para ser salvo, disse Jesus e os apóstolos a todos os cristãos !
Nem todos os protestantes aceitam a predestinação só os presbiterianos! Cristo falava para não ser entendido, Cristo era um dissimulador ! Nem todos os protestantes aceitam a predestinação só os presbiterianos! Moisés estava morto no pecado e viu Deus ?Elias foi arrebatado morto no pecado ?Enoc foi transladado morto ?Deus convidou homens sem capacidade de crer, de raciocionar e de decidir para fazer um teatrinho ?Chamou Abraão para ver a sua fé de mentirinha ?
Livre-arbítrio e responsabilidade
Não se deve confundir a repetição de padrões de escolha do indivíduo em seu cotidiano, fruto necessário dos constrangimentos do meio social, com a negação do livre-arbítrio. Mesmo que se retire esse individuo do seu meio cultural e social, ele repetirá seus padrões de escolha, porque condicionado em seus afazeres profissionais e privados. Não se trata aqui, da crítica ao conceito, como faz Kelsen, de um ponto de vista filosófico, mas da tentativa de negar a liberdade de escolha individual, com base em investigações empíricas afetas a contextos culturais e cognitivos específicos.A doutrina do livre-arbítrio tem como fundamento a idéia de que o homem possui liberdade para eleger valores e comportar-se em conformidade com eles. A idéia de uma ordem moral a ser respeitada por cada um de nós, por inclinação natural, não entra em choque com o livre-arbítrio, porque a lei moral não tem caráter determinístico.Através do livre arbítrio, o homem escolhe entre o bem e o mal e também hierarquiza internamente o bem conforme a conjuntura.Além disso, a existência de necessidades orgânicas não nega o livre-arbítrio, pois as respostas humanas são variadas e o livre-arbítrio, acima de tudo, significa consciência da dignidade do homem, como ser livre, para tomar essa liberdade sob preceitos éticos, que implicam em respeito para consigo mesmo e para com os demais. Há liberdade para organizar a lei positiva com base no direito natural, porque o próprio direito natural permite essa variação de condutas juridicamente admitidas pelas sociedades humanas.O homem não está submetido a uma conduta específica, mesmo que essa conduta seja rigorosamente favorável a ele . O bem da liberdade é tão elevado que merece ser exercido com respeito à dignidade que ele representa. Assim pensa Kant e de modo diferente o cristianismo, ao afirmar que o homem é livre para reconhecer sua origem transcendente que é Deus. Tão elevada é criatura humana, que Deus a fez livre para que fosse assim identificado e louvado como autor dessa
PROF EVERTON JOBIN

A Bíblia

UM LIVRO INSPIRADO
A Bíblia nasce na tradição, antes ela era entendida como separada da Sagrada Escritura.
A Bíblia não é um livro de história, mas sim um livro de mensagens de fé. Podemos dizer que Revelação e Sagrada Escritura andam juntas. Ela foi inspirada por Deus, mas amparada na fragilidade humana. Em 2TM 3,16 – diz: “Toda a Escritura é inspirada por Deus”, portanto sagrada. Assim sendo, a grande inspiração que esses escritos exercem no povo é a autoridade adquirida pela fé. Esta tem como objetivo, conduzir a humanidade para Cristo. “As pessoas que relataram os textos bíblicos, escreveram tudo o que Deus queria que escrevesse e só o que Ele queria”.
UM LIVRO INERRANTE
Na Bíblia não há erros na mensagem.
Pela fé acreditamos em todos os relatos, pois seus livros são inspirados no Espírito Santo de Deus. Seus erros são devidos às limitações de cultura, língua e etc... Com o Concílio Vaticano II e a Constituição sobre a Revelação Dei Verbum, a natureza da verdade na Escritura, foi mostrada. Foi determinada a dimensão e o nível nos quais são especificado o valor da verdade das afirmações literais escritas.
De natureza teológica a finalidade da Bíblia vem a ser a nossa salvação.
UM LIVRO CANÔNICO
É um livro canônico porque estabelece critérios na analise e no julgamento da fé que possuímos. O Cânon foi sendo constituído ao longo da história através de documentos, pergaminhos e etc... Para nós católicos a Bíblia é constituída de 73 livros. O Antigo Testamento e o Novo Testamento são livros sagrados e canônicos. A Unidade do Cânon é reflexo da unidade da consciência eclesial que se reconhece objetivamente nele. O Cânon então passa a ser o conjunto de livros que a Igreja pós-apostólica reconhece como inspirado e lhe fornecem critérios autênticos para sua fé e maneira de agir a partir da dupla perspectiva:
- projeto salvador de Deus
- Consciência da Igreja que amadureceu com a comunidade.
Marcia Calmon

Como você definiria o cristianismo, a sua religião, em comparação com as outras religiões que você conhece?


Antes de tudo ser cristão é crer na ressurreição, é seguir Jesus, é crer que Jesus está vivo. O cristão está e estará sempre comprometido com os pobres e com os marginalizados.
O cristianismo vem a ser a centralidade da pessoa de Jesus, como revelador do Pai e do Espírito. No cristianismo, o cristão é convidado a assumir a vida e a proposta de Jesus. Religião significa religare, ou seja, quando se faz uma conexão entre o humano e Aquele transcendente. Algumas pessoas dizem não ter religião por não acreditarem naquilo que não vêem, naquilo que não podem tocar, naquilo que não é palpável, mas muitas das vezes têm uma religiosidade fantástica, outros, no entanto se dizem religiosos e não são cristãos.
Eu digo que sou religiosa pq acredito no Cristo ressureto, no Deus do cristianismo, que está acima, ao meu lado e que me fala.
O cristianismo é a religião da Revelação de um projeto de libertação e salvação; ela está fundamentada na manifestação de Deus na história do homem, primeiro através do povo de Israel e depois definitivamente em Jesus Cristo, que surgiu no meio desse povo como o Messias. Jesus é o centro do Cristianismo